O promotor
Felipe argumenta que proposta visa mudar a constituição, e isso reduz a
investigação criminal o que seria um imenso retrocesso para o país. “Isso é
adotado em países como Uganda, Quênia e Indonésia, e vai gerar impunidade. A
polícia tem pouca estrutura e pessoal para investigar. Não tem autonomia
institucional necessária porque está vinculada ao Poder Executivo. Precisamos
orientar a população para que fique alerta, porque a PEC vai trazer prejuízos e
contraria parte do que está previsto na constituição”, declarou.
É comum vermos
nos noticiários da televisão casos de delegados que são executado. Nas cidades
do interior com frequência esses profissionais são removidos de comarca. O
promotor Luis Otávio Tonial explica que diferente dos agentes judiciários, os
investigadores sofrem pressão. “Isso acontece com delegados que começam a fazer
investigações importantes e são removidos. O Ministério Público não quer tirar
as atribuições da polícia, mas, poder continuar colaborando nas investigações”,
complementou.
A proposta
também enfraquece o combate a criminalidade, notadamente aos crimes de
colarinho branco, corrupção, tortura, violência policial, fraude a licitações e
desvio de dinheiro público, gerando ainda mais impunidade. Assim, o modelo de
investigação que se pretende adotar contraria decisões de Tribunais Superiores,
que já reconheceram a atribuição investigatória criminal do Ministério Público,
e disposições de tratados internacionais celebrados pelo Brasil, relativos ao
combate a diversos crimes graves como tráfico de pessoas, drogas e de armas,
crime organizado e lavagem de dinheiro.
Brasil
contra a impunidade: diga não à PEC 37!
A PEC 37, que concentra a investigação criminal apenas na
Polícia Civil e Federal, quer implantar no Brasil uma proposta que foi
rejeitada na França, Alemanha, Itália e Inglaterra, países onde o Ministério
Público tem importantes atribuições investigatórias na área criminal.
Sua aprovação também gerará insegurança e retardará as
investigações criminais, acabando por colocar em liberdade os autores de
diversos crimes graves. É que a polícia não dispõe de meios materiais e
operacionais e de pessoal suficiente para apurar adequadamente todas as
notícias de crimes que vêm a tona.
No Brasil de hoje, a quem interessa que exista só um órgão
com atribuição para investigar crimes? Com diversos órgãos investigando, de
modo cooperado e integrado, a investigação criminal será mais eficiente e
resolutiva, o que favorece os interesses de toda a sociedade afetos à promoção
da segurança pública, à proteção do patrimônio público, entre outros.
Por essas razões, a sociedade deve estar ciente dos severos
prejuízos que suportará em caso de aprovação da referida proposta, e a partir
daí se posicionar contra a PEC 37, a chamada ‘PEC da impunidade’.
Fonte: 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Fraiburgo
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