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domingo, 14 de abril de 2013

AULA PRÁTICA: Aprendendo a entrevistar

Entrevista com Denilson Araujo

Denilson Araujo: “Desafios é comigo, nunca fugi da raia”

          Como atividade prática da disciplina de Redação Jornalística II, na tarde do sábado (6) de abril, os alunos da 3ª fase do curso de Jornalismo da Uniarp entrevistaram o radialista Denilson Araujo. Baseados nas informações fornecidas pela professora Marileusa Carvalho, e em pesquisas, os acadêmicos questionaram sobre sua trajetória de vida como comunicador na Rádio Caçanjurê.
O entrevistado tem 43 anos e nasceu em 20 de janeiro, trabalha na Rádio Caçanjurê, há 22 anos. Amante de futebol é o presidente do Caçador Atlético Clube (CAC) onde também desenvolve um trabalho social exemplar, dando oportunidade para crianças que jogam nas categorias de base. Sua família é grande e de origem humilde, sempre estudou em escola pública, e este ano, retornou ao banco escolar, ingressando no curso de Jornalismo.
Além do rádio, Denilson faz parte da história da imprensa em Caçador, pois foi o primeiro assessor de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), mas, declarou que nas cidades do interior as pessoas não sabem diferenciar entre o profissional e pessoal, por isso, afirmou que cargos políticos são prejudiciais para a carreira de comunicadores. “A competência profissional não é considerada e existe o aconchego político”, ressaltou.
E quem vê o radialista hoje, não imagina como foi a sua luta. Ele contou que se descobriu no jornalismo escrevendo para o rádio. “Perdi a conta de quantas cartas escrevi, eu pedia músicas, porque gostava de ouvir meu nome na rádio. Depois mudei meus textos e passei a pedir uma oportunidade para gravar um piloto. De tanto tentar, consegui, e nunca mais parei, por isso, acredito que Deus existe. Os primeiros quatro meses trabalhei voluntariamente, para aprender. Passei por momentos difíceis, mas, nunca desisti”, revelou.
Denilson avalia que houve uma transformação no radiojornalismo e as mudanças tecnológicas foram positivas, pois, eliminaram a parafernália das rádios. E narradores precisam ser artistas mesmo, pois, é necessário transmitir alegria e confiança para os ouvintes. “Atrás do microfone tem que parecer que está tudo bem. Ouço o que quero e guardo somente as coisas boas”, comenta.
Para finalizar o comunicador afirma que a formação é essencial para quem quer seguir carreira, contudo, acredita que é preciso gostar do que se faz. “Você tem que viver um caso de amor com a função que exerce no dia a dia”, complementou.

 Foto Lilian Aparecida Ribeiro

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