Denilson Araujo: “Desafios
é comigo, nunca fugi da raia”
Como atividade prática da disciplina de
Redação Jornalística II, na tarde do sábado (6) de abril, os alunos da 3ª fase do curso
de Jornalismo da Uniarp entrevistaram o radialista Denilson Araujo. Baseados
nas informações fornecidas pela professora Marileusa Carvalho, e em pesquisas,
os acadêmicos questionaram sobre sua trajetória de vida como comunicador na Rádio Caçanjurê.
O
entrevistado tem 43 anos e nasceu em 20 de janeiro, trabalha na Rádio Caçanjurê,
há 22 anos. Amante de futebol é o presidente do Caçador Atlético Clube (CAC) onde também desenvolve um trabalho social exemplar, dando oportunidade para crianças que jogam nas categorias de base.
Sua família é grande e de origem humilde, sempre estudou em escola pública, e
este ano, retornou ao banco escolar, ingressando no curso de Jornalismo.
Além
do rádio, Denilson faz parte da história da imprensa em Caçador, pois foi o
primeiro assessor de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR),
mas, declarou que nas cidades do interior as pessoas não sabem diferenciar
entre o profissional e pessoal, por isso, afirmou que cargos políticos são
prejudiciais para a carreira de comunicadores. “A competência profissional não
é considerada e existe o aconchego político”, ressaltou.
E
quem vê o radialista hoje, não imagina como foi a sua luta. Ele contou que se
descobriu no jornalismo escrevendo para o rádio. “Perdi a conta de quantas
cartas escrevi, eu pedia músicas, porque gostava de ouvir meu nome na rádio.
Depois mudei meus textos e passei a pedir uma oportunidade para gravar um
piloto. De tanto tentar, consegui, e nunca mais parei, por isso, acredito que
Deus existe. Os primeiros quatro meses trabalhei voluntariamente, para aprender.
Passei por momentos difíceis, mas, nunca desisti”, revelou.
Denilson
avalia que houve uma transformação no radiojornalismo e as mudanças
tecnológicas foram positivas, pois, eliminaram a parafernália das rádios. E
narradores precisam ser artistas mesmo, pois, é necessário transmitir alegria e
confiança para os ouvintes. “Atrás do microfone tem que parecer que está tudo bem.
Ouço o que quero e guardo somente as coisas boas”, comenta.
Para
finalizar o comunicador afirma que a formação é essencial para quem quer seguir
carreira, contudo, acredita que é preciso gostar do que se faz. “Você tem que
viver um caso de amor com a função que exerce no dia a dia”, complementou.
Foto Lilian Aparecida Ribeiro
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