No dia 5 de junho de 2013, a equipe de reportagem da RicTV Record (Ric Mais Santa Catarina) Sucursal de Caçador, esteve em Frei Rogério para produzir reportagem sobre os pontos turísticos do município. Foram visitados o Parque do Sino da Paz que abriga o Monumento do Sino da Paz, o Museu da Paz e o sino histórico encontrado entre os escombros das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial.
No local que faz reverência ao sentimento mais nobre do ser humano, a repórter Josiane Zago e o cinegrafista Cassius Prigol, conversaram com Naoki Ogawa, que é filho de Chiyo e Wataru Ogawa, sobreviventes da catástrofe que destruiu o Japão em meados da década de 40.
O descendente de japonês explicou aos visitantes como aconteceu todo o processo de concretização do sonho de seus familiares que vieram para o Brasil a procura de um lugar tranquilo para viverem. Emocionado, Naoki lembrou de seu tio Kazumi Ogawa (Im Memoriam), o guardião do Sino da Paz, que faleceu em 4 de setembro de 2012. Com um gesto de hospitalidade, ele convidou a equipe da Ric Record e a assessora de Comunicação da Prefeitura de Frei Rogério Lilian Aparecida Ribeiro, para tocarem o Sino, como um forma de homenagear seu tio, que dedicava tempo integral aos empreendimentos que lembram a tragédia, fortalecem a propagação da paz no mundo.
Além de celebrar a paz, nesta data a Colônia Japonesa do Núcleo Celso Ramos, tem outro motivo para comemorar: os 105 anos de imigração japonesa no Brasil. Tanto que um grupo de representantes da colônia foram até Florianópólis/SC, para receber a homenagem na Assembleia Legislativa do Estado.
"Meu tio foi um guerreiro que defendia a bandeira branca da paz. Esse gesto deve ser praticado por toda a sociedade", afirmou Naoki, completando que a Associação das Vítimas Seus Descendentes de Explosões de Bombas Atômicas (Asdeba) planeja homenagem ao guardião do Sino: Kazumi Ogawa.
"Durante quase uma década, vi e ouvi várias pessoas tocarem o Sino da Paz, aqui em Frei Rogério. Lembro nitidamente da imagem serena e alegre de Kazumi, prestes a dar as três badaladas, no objeto de bronze, com uma marreta de madeira. É um toque profundo que emana o som pela paz. Exatamente no dia da imigração japonesa no Brasil, tive o prazer, a grata satisfação de tocar pela primeira vez na vida, o Sino. Ao tocá-lo pensei nas histórias e relatos da guerra, e na maneira humilde e simples, com que o guardião do Sino procedia. Ele lutou por uma causa justa e nobre: a paz, que todos buscam e procuram em qualquer plano de existência. Foi muito bom poder fazer reverência ao Sino e a tudo o que representa", Lilian Aparecida Ribeiro.
Texto Lilian Aparecida Ribeiro
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